Na linguagem do samba, bololô significa confusão, problema, sinal que alguma coisa não vai bem. E foi exatamente isto que aconteceu no ano de 1968, quando Elza Soares cantou no terceiro festival de música da Rede Record a canção Sei, Lá Mangueira. Problema nenhum se esta declaração de amor a Estação Primeira de Mangueira(Sei lá /Em Mangueira a poesia/Feito um mar se alastrou/E a beleza do lugar...) não tivesse sido composta por um dos compositores de samba enredos da Portela. Nada menos que Paulinho da Viola.
Paulinho, segundo conta a história, passou a ser olhado com desconfiança pelo pessoal da Portela. Imagine o grande Paulinho da Viola, compositor da Portela, escrever um samba exaltando as qualidades de sua maior rival a Mangueira, era para dar bororo, ou não?
Mas Paulinho da Viola, no auge da sabedoria e simplicidade que Deus lhe deu, usou este pequeno entrevo como inspiração, e aí sim compor uma autentica declaração de amor. Em 1969, o poeta escreve nada menos que Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida, e eterniza seu nome como o maior compositor da história da Portela.
Pela hora, sei que vai dar Bololô...vai ter papo de cao.....
ResponderExcluiro bololô era oq dava quando nao tinha samba da tia!!!!
Olá André...
ResponderExcluirÓtimo conteúdo do blog.
Bom sou suspeito, adoro esse tema, respiro samba.
Ótimas argüições sobre Cartola e Paulinho.
Visitarei com freqüência.
Só que pra não dar Bololô, é bom mencionar também Pixinguinha, Vinicius, Chico, Tom.. entre outros..
Forte abraço irmão, Axé!