Na linguagem do samba, bololô significa confusão, problema, sinal que alguma coisa não vai bem. E foi exatamente isto que aconteceu no ano de 1968, quando Elza Soares cantou no terceiro festival de música da Rede Record a canção Sei, Lá Mangueira. Problema nenhum se esta declaração de amor a Estação Primeira de Mangueira(Sei lá /Em Mangueira a poesia/Feito um mar se alastrou/E a beleza do lugar...) não tivesse sido composta por um dos compositores de samba enredos da Portela. Nada menos que Paulinho da Viola.
Paulinho, segundo conta a história, passou a ser olhado com desconfiança pelo pessoal da Portela. Imagine o grande Paulinho da Viola, compositor da Portela, escrever um samba exaltando as qualidades de sua maior rival a Mangueira, era para dar bororo, ou não?
Mas Paulinho da Viola, no auge da sabedoria e simplicidade que Deus lhe deu, usou este pequeno entrevo como inspiração, e aí sim compor uma autentica declaração de amor. Em 1969, o poeta escreve nada menos que Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida, e eterniza seu nome como o maior compositor da história da Portela.
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
Exaltando Paulinho da Viola
Este blog surgiu com a missão de prestar uma merecida homenagem a um dos maiores artistas da história da música popular brasileira, Paulinho da Viola. E o título, 'Foi um rio que passou em minha vida', se deve ao fato de esta ser segundo muitos o mais belo samba composto por Paulinho, uma declaração de amor a Portela, sua escola de samba do coração.
Paulinho da Viola, nasceu Paulo César Batista de Faria, no dia 12 de novembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do renomado violinista César Faria (do conjunto de choro Época de Ouro), deste de jovem contava com parceiros de nome para composição de sambas, diga-se Cartola, Elton Medeiros, Candeia, etc.
Seu primeiro sucesso foi o samba Minhas Madrugadas, gravado no ano de 1965 pela cantora Elisete Cardoso. Nos anos de 1965 e 67, participa do musical Rosas de Ouro, que entre outros feitos revela nada menos que a lendária sambista Clementina de Jesus, já aos 63 anos de idade. Em 69, vence o festival de Música da Rede Record com o samba, "Sinal Fechado ". E no mesmo ano tira o primeiro lugar na Feira Musical da mpb da TV Tupi com o samba "Nada de Novo".
Porém o ano de 1969, apresentaria mais surpresas agradáveis à Paulinho da Viola, neste ano ele compõem o estrondoso sucesso "Foi um rio que passou em minha vida". Uma exaltação à Portela, que foi amplamente cantada no Carbaval de 1970.
A partir deste momento o sucesso não deixa de acománhar Paulinho. Argumento (75), Guardei minha Viola (72), Timoneiro (96), No Pagode do Vavá(72), Pecado Capital (76), que inclusive virou tema de novela, foram algumas de suas composições.
Na década de 90 lança dois discos inéditos, Sinal Aberto em parceria com Toquinha e Bebadodachama , que foi recordista do prêmio Sharp de 1997, o maior evento da música brasileira na década de 90. Em 2008 o cantor gravou o CD acústico da MTV, onde relançou alguns de seus sucessos.Muitos criticos definem a obra de Paulinho da Viola como uma ponte entre a tradição e a modernidade. Como ele mesmo diz: "Não vivo o passado, o passado vive em mim", e com ele recria sua música sem olhar pra trás.
Paulinho da Viola, nasceu Paulo César Batista de Faria, no dia 12 de novembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do renomado violinista César Faria (do conjunto de choro Época de Ouro), deste de jovem contava com parceiros de nome para composição de sambas, diga-se Cartola, Elton Medeiros, Candeia, etc.
Seu primeiro sucesso foi o samba Minhas Madrugadas, gravado no ano de 1965 pela cantora Elisete Cardoso. Nos anos de 1965 e 67, participa do musical Rosas de Ouro, que entre outros feitos revela nada menos que a lendária sambista Clementina de Jesus, já aos 63 anos de idade. Em 69, vence o festival de Música da Rede Record com o samba, "Sinal Fechado ". E no mesmo ano tira o primeiro lugar na Feira Musical da mpb da TV Tupi com o samba "Nada de Novo".
Porém o ano de 1969, apresentaria mais surpresas agradáveis à Paulinho da Viola, neste ano ele compõem o estrondoso sucesso "Foi um rio que passou em minha vida". Uma exaltação à Portela, que foi amplamente cantada no Carbaval de 1970.
A partir deste momento o sucesso não deixa de acománhar Paulinho. Argumento (75), Guardei minha Viola (72), Timoneiro (96), No Pagode do Vavá(72), Pecado Capital (76), que inclusive virou tema de novela, foram algumas de suas composições.
Na década de 90 lança dois discos inéditos, Sinal Aberto em parceria com Toquinha e Bebadodachama , que foi recordista do prêmio Sharp de 1997, o maior evento da música brasileira na década de 90. Em 2008 o cantor gravou o CD acústico da MTV, onde relançou alguns de seus sucessos.Muitos criticos definem a obra de Paulinho da Viola como uma ponte entre a tradição e a modernidade. Como ele mesmo diz: "Não vivo o passado, o passado vive em mim", e com ele recria sua música sem olhar pra trás.
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