segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Exaltando Paulinho da Viola

Este blog surgiu com a missão de prestar uma merecida homenagem a um dos maiores artistas da história da música popular brasileira, Paulinho da Viola. E o título, 'Foi um rio que passou em minha vida', se deve ao fato de esta ser segundo muitos o mais belo samba composto por Paulinho, uma declaração de amor a Portela, sua escola de samba do coração.
Paulinho da Viola, nasceu Paulo César Batista de Faria, no dia 12 de novembro de 1942, na cidade do Rio de Janeiro. Filho do  renomado violinista César Faria (do conjunto de  choro Época de Ouro), deste de jovem contava com parceiros de nome para composição de sambas, diga-se Cartola, Elton Medeiros, Candeia, etc.
Seu primeiro sucesso foi o samba Minhas Madrugadas, gravado no ano de 1965 pela cantora Elisete Cardoso. Nos anos de 1965 e 67, participa do musical Rosas de Ouro, que entre outros feitos revela nada menos que a lendária sambista Clementina de Jesus, já aos 63 anos de idade. Em 69, vence o festival de Música da Rede Record com o samba, "Sinal Fechado ". E no mesmo ano tira o primeiro lugar na Feira Musical da mpb da TV Tupi com o samba "Nada de Novo".

Porém o ano de 1969, apresentaria mais surpresas agradáveis à Paulinho da Viola, neste ano ele compõem o estrondoso sucesso "Foi um rio que passou em minha vida". Uma exaltação à Portela, que foi amplamente cantada no Carbaval de 1970.
A partir deste momento o sucesso não deixa de acománhar Paulinho. Argumento (75), Guardei minha Viola (72), Timoneiro (96), No Pagode do Vavá(72), Pecado Capital (76), que inclusive virou tema de novela, foram algumas de suas composições.
Na década de 90 lança dois discos inéditos, Sinal Aberto em parceria com Toquinha e Bebadodachama , que foi recordista do prêmio Sharp de 1997, o maior evento da música brasileira na década de 90. Em 2008 o cantor gravou o CD acústico da MTV, onde relançou alguns de seus sucessos.
Muitos criticos definem a obra de Paulinho da Viola como uma ponte entre a tradição e a modernidade. Como ele mesmo diz: "Não vivo o passado, o passado vive em mim", e com ele recria sua música sem olhar pra trás.



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