Bons tempos, saudosismo, poesia, malandragem, qualquer destas ou outras palavras seriam insuficientes para descrever a genialidade de Angenor de Oliveira, Cartola. Só para citar alguns de seus feitos este rapaz foi um dos fundadores da Estação Primeira de Mangueira, como também um dos descobridores de Paulinho da Viola.
Cartola nasceu no ano de 1908 no bairro do Catete, na cidade do Rio de Janeiro, e desde de sempre seu negócio era malandragem, boemia e samba. Aos 15 anos perdeu a mãe, e tendo que decidir entre estudos, trabalhos ou boemia, acabou sendo expulso de casa pelo pai.
Aos 20 anos casa-se com uma mulher já casada, dona Deolinda, e segundo reza a lenda Cartola exercia atividade de pedreiro para sustentar o lar, aí se dona Deolinda não trabalhasse. Na década de 30 as composições de Cartola começam a se tornar conhecidas por todo Rio de Janeiro, principalmente no Morro da Mangueira seu refúgio. Junto à amigos, como Noel Rosa e Carlos Cachaça cria o Bloco dos Arruceiros, posteriormente batizado de Estação Primeira da Mangueira. Na década de 30, seu samba começa a ser reconhecido por grandes compositores da época e Divina Comédia, na voz de Francisco Alves se torna seu primeiro sucesso comercial.
Porém a década de 40, foi de grande pesar para este artista, sua esposa dona Deolina, veio a falecer e seu nome desaparece do cenário artístico. Porém no momento mais difícil de sua vida-alcoólotra, desdentado e sobrevivendo de biscates- Cartola conhece dona Zica forma o casal mais bonito da história do samba. Casal esse que permaneceu junto até o dia 30 de novembro de 1980, o dia da morte de Cartola.
Juntamente a união o casal cria o restaurante Zicartola, que se tornaria um dos templos da música na década de 60, principalmente sambistas. Nesta época ele participa do disco de grandes artistas época além de escrever sambas de sucesso, diga-se Alvorada, como exemplo.
Porém na década de 70, já na casa dos 60 anos que Cartola, lança seus discos solos e também seus maiores sucessos, que incluem As rosas não falam,Sala de Recepção, Minha, etc. Canções que até hoje são cantadas em prosa e verso no mundo do samba. Em novembro de 80, os céus levam Cartola porém não calam seus versos. Homenagens póstumas surgem aos montes, principalmente entre os cantores mangueirenses, como Beth Carvalho que na sua voz eternizou a canção As rosas não falam, até Cazuza cantou Cartola, numa respeitável versão de A vida é um moinho.
Uma das mais bonitas homenagens recebidas, foi um samba enredo feito em sua homenagem naquele que seria o ano do seu centenário. Mangueira? que nada, coube a humilde Acadêmicos de São Cristovão essa honra.

Beleza de homenagem André!!! parabéns!!! esses caras merecem!!!!!abraço!
ResponderExcluirParabéns!
ResponderExcluirUma grande homenagem a um grande cara.
Abraço!
Não conhecia muito mas estou gostando de conhecer! ^^
ResponderExcluirEstá ótimo teu blog, André, parabéns!
Beijos, Drica
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ResponderExcluirMuito bom o assunto! acertou em cheio
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